Feminicídio, agressão e ameaças foram registrados em poucas horas e mobilizaram forças de segurança e órgãos de apoio no município.

A noite desta terça-feira (20) foi marcada por uma sequência de ocorrências graves envolvendo violência contra mulheres no município de Realeza, no Sudoeste do Paraná. Em um intervalo de poucas horas, a Polícia Militar atendeu casos de feminicídio, agressão no contexto de violência doméstica e ameaça envolvendo ex-companheiro.
O caso mais grave foi registrado por volta das 22h, no Distrito de Saltinho, na zona rural do município. Uma mulher foi encontrada morta em uma residência, em uma ocorrência caracterizada como feminicídio. Segundo a Polícia Militar, a equipe foi acionada pelo SAMU, que constatou o óbito no local. A vítima apresentava ferimentos causados por arma branca (faca). O autor do crime fugiu antes da chegada das equipes. A área foi isolada para o trabalho da perícia, e uma arma com vestígios de sangue foi localizada. A Polícia Civil, a Criminalística e o Instituto Médico Legal (IML) realizaram os procedimentos legais, e o caso segue sob investigação.
Mais cedo, por volta das 20h30, a Polícia Militar atendeu uma ocorrência de lesão corporal contra mulher, em um posto de combustível de Realeza. A vítima relatou que foi agredida pelo companheiro após uma discussão, além de ter sido ameaçada junto com a filha menor. Conforme o relato, o homem teria feito uso de substância entorpecente antes das agressões e fugiu do local em um veículo. A mulher apresentava inchaço no rosto, mas recusou atendimento médico. Ela foi orientada quanto às medidas legais, incluindo a solicitação de medida protetiva de urgência. O autor não foi localizado até o momento.
Ainda por volta das 20h, outra ocorrência mobilizou a Polícia Militar, o Conselho Tutelar e o SAMU, em um hotel do município. Uma mulher denunciou estar sendo ameaçada pelo ex-companheiro, temendo pela própria segurança e a de seus dois filhos menores. Ela apresentou gravações que, segundo informou, comprovam as ameaças. Apesar da situação de tensão, não houve necessidade de atendimento médico. Por decisão do Conselho Tutelar, as crianças foram encaminhadas para familiares, como forma de garantir a segurança. O caso foi registrado e encaminhado à Polícia Civil para as providências cabíveis.
As três ocorrências reforçam o alerta das autoridades sobre a violência doméstica e familiar e a importância de denúncias. Casos de ameaça, agressão ou violência podem ser comunicados imediatamente à Polícia Militar pelo telefone 190 ou por meio dos canais oficiais de denúncia.


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